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1 December 2004 Projeto Tamanduá: O Grupo de Trabalho pela Conservação do Tamanduá no Brasil
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Da ordem Xenarthra, os tamanduas englobam três espécies no Brasil, sendo elas: tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tamanduámirim (Tamandua tetradactyla) e o tamanduaí (Cyclopes didactylus). São animais de hábitos crepusculares e noturnos, podendo ser encontrados em savanas, florestas úmidas e cerrados.

O conhecimento do manejo dessas espécies é de suma importância, uma vez que diante das exigências ambientais, nutricionais e comportamentais desta espécie, tem-se tornado difícil a reprodução no cativeiro. Vale salientar que segundo a lista das espécies ameaçadas de extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente no dia 27 de maio de 2003, encontra-se em destaque o Myrmecophaga tridactyla. Mediante este contexto, evidencia- se a importância do papel dos zoológicos como mantenedores de programas que tenham como objetivo principal a reprodução de espécies da nossa fauna, principalmente aquelas ameaçadas de extinção.

Justificativa

Com o intuito de concentrar todas as informações disponíveis sobre as espécies de tamanduas, in situ e ex situ, de desenvolver um plano de ação para conservação das três espécies no Brasil, e de integrar as instituições brasileiras que desenvolvam trabalhos neste sentido, está sendo gerado o GCTB (Grupo de Trabalho pela Conservação do Tamanduá no Brasil), composto por profissionais que atuam na área de animais selvagens e com experiência no manejo das espécies em questão.

Neste entendimento, busca-se elaborar um trabalho que venha a ser desenvolvido a partir de uma coletânea de dados obtidos em todo o país. Esse grupo terá sede na Fundação Parque Zoológico de São Paulo, pois está instituição é pioneira na conservação das espécies de tamanduas no Brasil. Entre outros êxitos, o FPZSP registrou os primeiros casos de nascimentos de tamanduá-bandeira e tamanduá-mirim em cativeiro no Brasil; tem sido responsável pelo maior plantel do Brasil de tamanduá-mirim e tamanduá-bandeira (Censo SZB) e o terceiro plantel de tamanduá-bandeira do mundo (ISIS); e apresenta na sua estrutura organizacional um quadro de profissionais renomados no manejo destas espécies, com publicações nacionais e internacionais.

Missão do GCTB

Promover ações que favoreçam a conservação das espécies de tamanduás no Brasil.

Fundadores

Os fundadores incluem Flávia Regina Miranda, do Fundação Parque Zoológico de São Paulo; Rodrigo Hidalgo Teixeira, do Zoo de Sorocaba, São Paulo; e Cátia Dejuste, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Consultores internacionais

Os consultores internacionais incluem Dr. Roberto Aguilar, Senior Veterinarian, Audubon Zoo – Audubon Nature Institute, New Orleans, Louisiana, USA; Marcela Uhart, Universidad Nacional Del Centro de la Provincia de Bueno Aires, Argentina e Field Veterinary Program, Wildlife Conservation Society; e Delio Orjuela, Médico Veterinário do Zoológico de Cali, Colômbia.

Os objetivos específicos do GCTB incluem:

  • elaborar protocolos de manejo para conservação das espécies no Brasil;

  • elaborar o studbook regional, catalogando todas as espécies existentes em cativeiro;

  • realizar workshops, nacionais e internacionais, com ênfase na conservação das espécies;

  • desenvolver pesquisa e educação ambiental;

  • iniciar um controle genealógico dos animais, buscando reerguer a população em cativeiro;

  • proporcionar parcerias com profissionais com experiência in situ, buscando uma melhoria no manejo ex situ;

  • unir as instituições que possuam essas espécies em cativeiro;

  • firmar parcerias internacionais em prol da conservação das espécies.

Para mais informações, favor entrar em contato com Flávia Miranda, Fundação Parque Zoológico de São Paulo, Av. Miguel Stefano 4241, São Paulo 04301-901, São Paulo, Brasil. E-mail <flaviamiranda@yahoo.com> ou <gctb@uol.com.br>.

"Projeto Tamanduá: O Grupo de Trabalho pela Conservação do Tamanduá no Brasil," Edentata 2004(6), 56-57, (1 December 2004). https://doi.org/10.1896/1413-4411.6.1.56b
Published: 1 December 2004
JOURNAL ARTICLE
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